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CAPS

É um serviço público de saúde, aberto, de base comunitária que funciona segundo a lógica da territorialização, destinado a tratar pessoas portadoras de transtornos mentais graves e persistentes (como psicoses e neuroses severas) sem isolá-las do convívio social e familiar, lhes conferindo autonomia, co-responsabilização pessoal e cidadania, além também, da participação familiar.

Busca a desmistificação da doença mental junto à sociedade e uma maior aceitação e integração do usuário do serviço com a comunidade em que vive. É um tratamento dentro de um modelo de reabilitação psicossocial, tendo como princípio a desinstitucionalização.

Os CAPS possuem equipe multiprofissional – composta por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos administrativos etc. – e oferecem diversas atividades terapêuticas: psicoterapia individual ou grupal, oficinas terapêuticas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, atividades de orientação e inclusão das famílias e atividades comunitárias.

As diversas atividades desenvolvidas em um CAPS podem ser de oficinas culturais, grupos terapêuticos, atividades esportivas, oficinas expressivas (dança, técnicas teatrais, pintura, argila, atividades musicais etc.), oficinas geradora de renda etc.

O formato do serviço que será prestado ao usuário do CAPS não é totalmente predeterminado, mas construída de acordo com as avaliações preliminares realizadas pela equipe multiprofissional, com a participação da família, para elaborar o Projeto Terapêutico Singular, que, como o próprio nome já indica, é individual. Esse procedimento irá determinar entre outras coisas, a freqüência com que o usuário deve comparecer ao serviço.

Aqueles usuários que necessitam comparecer ao CAPS todos os dias estão em regime intensivo, os que freqüentam apenas alguns dias da semana estão em regime semi-intensivo e, no caso daqueles que se apresentam alguns dias durante o mês, é considerado não-intensivo. Entretanto o Projeto Terapêutico Individual está sujeito a mudanças de acordo com a evolução e avaliação de cada caso.

Dentro da lógica de funcionamento desse serviço os usuários geralmente devem retornam para casa ao fim do dia.

Esse dispositivo foi elaborado para, dentro da lógica da territorialização e o princípio da desinstitucionalização, trabalhar articulados com a Estratégia de Saúde da Família e a rede de serviços da região, desempenhando a função de dar suporte e supervisão à rede de atenção básica de saúde, além de envolver-se em ações intersetoriais – como educação, trabalho, esporte, cultura, lazer, etc. – na busca de assim proporcionar acompanhamento e reinserção dos usuários em todas as áreas da vida cotidiana.

O CAPS assim concebido deve ser o grande articulador da rede de atenção à saúde mental.

A atenção básica em saúde deve assitir os casos de transtorno mental e álcool e outras drogas que não sejam considerados graves, e mesmo os que são graves, mesmo estando encaminhados e atendidos pelo CAPS, precisam continuar sendo acompanhado pela Estratégia de Saúde da Família e  o Núcleo de Apoio a Saúde da Família –  NASF.

Então um dos papeis importantes a ser desempenhado pelo CAPS é essa articulação estreita com a Estratégia de Saúde da Família e o NASF, discutindo em conjunto, prestando orientação técnica as equipes (matriciamento ou apoio matricial) etc.

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